O CHOCOLATE DO AMOR
INTRODUÇÃO
A presente obra lírica descortina o encontro sagrado entre o homem e a mulher, onde a matéria se desfaz para dar lugar à transcendência do sentimento. Através da sutil metáfora do chocolate — que deixa de ser um mero deleite do paladar para se converter na própria substância da palavra dita pelo coração —, o poema celebra a entrega, o reconhecimento e a beleza eterna do amor que se cumpre no olhar.
EPIGRAFE
"O amor não se move nas superfícies do mundo; ele habita a profundidade oculta onde as almas se tocam em silêncio."
O chocolate que te dei em tuas mãos
não era doce feito para o paladar;
eram palavras de amor em pulsações
que o meu coração queria te dizer.
não era doce feito para o paladar;
eram palavras de amor em pulsações
que o meu coração queria te dizer.
Olhei a tua pele alva, de cetim,
onde o sol da tarde quis se demorar,
e ali decifrei o que guardavas em mim:
um límpido brilho de luz no olhar.
onde o sol da tarde quis se demorar,
e ali decifrei o que guardavas em mim:
um límpido brilho de luz no olhar.
O mistério que cruzou o nosso mar
veio daquela banca rosa de Stambul,
mas o maior segredo foi te encontrar
sob a promessa deste céu azul.
veio daquela banca rosa de Stambul,
mas o maior segredo foi te encontrar
sob a promessa deste céu azul.
O homem e a mulher em sintonia,
sentindo a alma que se entrega e clama,
pois o chocolate que as tuas mãos colheram
foram os versos de quem muito te ama.
sentindo a alma que se entrega e clama,
pois o chocolate que as tuas mãos colheram
foram os versos de quem muito te ama.

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