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terça-feira, 27 de outubro de 2026

O Teu Nome é Mulher Poeta Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)

 O Teu Nome é Mulher

Poeta Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)

🖋️ Introdução

"Há mistérios que habitam o universo que apenas a poesia é capaz de tatear. Em nossa nova publicação, cruzamos o limiar do sagrado e do humano para decifrar a força e a sutileza da alma feminina. 'O Teu Nome é Mulher' não é apenas um poema; é um manifesto lírico sobre os sonhos, as metamorfoses e a busca eterna pelo amor que define a existência. Convidamos você a se perder e se encontrar nestas linhas que flutuam entre o mito, a história e a mais pura realidade do coração."
O Teu Nome é Mulher
📜 Epígrafe

"Mudar de formato como as nuvens, mas permanecer sendo água: a beleza da mulher reside na imensidão dos seus sonhos."
— Anônimo

 O Teu Nome é Mulher

O teu nome é mulher,
e o que te molda a alma
é o sonho misterioso que carregas.
O sonho de nascer poema,
de ser a lua embriagada de afeto,
o arco-íris que derrama felicidade
em sua infinita aquarela de tons.
Ser a bailarina sob a luz do infinito,
uma valsa ou um tango levitando no ar,
despertando o delírio e a eternidade.
O que te faz mulher é esse sonho eterno:
a vertigem da liberdade, o encanto da vaidade,
o desejo absoluto de ser feliz…
Ser, num único suspiro, o mistério de Monalisa,
a força de Maria Bonita, a realeza de Cleópatra,
e o feitiço incurável de Dalila.
Nascer para ser falta na ausência,
para ser a memória que queima, a paixão e a saudade.
Ser lembrada no tempo, colher rosas e promessas,
joias tecidas de luz, carinho em detalhes;
saber que, mesmo distante, teu rastro permanece,
sendo o convite que a alma nunca esquece.
Ser a fada da noite, a Musa sagrada
cantada em verso, em prosa, em prece.
Ser o norte divino, ungida de graça
nos contos de fadas que o peito adormece.
Ser o desejo supremo que faz o luar cobiçar-te,
o fogo que atrai, a beleza que prende,
mas também o altar que o mundo respeita.
Dona de uma só vez da noite e do abismo,
do outono maduro e da madrugada fria,
colhendo as flores que o orvalho acaricia.
Ser felina na sombra, menina na luz,
feminina e terna, ou leoa que ruge —
lutadora invencível na arena da vida.
Trazer em si Rute, a doçura de Raquel,
a coragem de Ester, a promessa de Sarah.
Por que não ser a odalisca que dança
no deserto da alma, levitando na areia?
Flutuar no infinito da imaginação pura,
seja em passos ciganos ou em preces de lua.
Ser o paraíso vivo, a carne de Eva,
o pecado mais doce que o céu perdoa…
Ah, ter o mistério que o mar abençoa!
Ser sereia que canta e o mundo tenciona,
encantar, atrair, enfeitiçar o destino.
Viver a audácia de uma gueixa travessa,
que caminha serena nas margens do cais,
lábios de fogo, olhar de mistério,
um aceno que para o tempo e os mortais.
Ser a tela perfeita de um pintor imortal,
ver tua graça exposta nos salões do mundo,
onde os olhos te olham e o peito suspira.
O teu nome é mulher,
e o que te faz mulher é o sonho que tens…
Ser a lembrança viva e a saudade que fica,
a paixão que consome, a cúmplice eterna,
namorada, esposa, o milagre de ser mãe.
Mas há um segredo guardado no fim…
Talvez precises de algo ainda mais profundo.
Além dos altares, além deste mundo:
o sonho supremo de ser apenas amada.
Sentir o eco do amor verdadeiro,
o abrigo sagrado no peito de um homem.
Porque o teu nome é mulher,
e a tua essência eterna
é o sonho que guardas no olhar.
📚 Breve Estudo e Análise Comparativa
Análise de estudo da Pontíficie Universidade de Campinas - PUC 
Análise Lírica de "O Teu Nome é Mulher"
O poema "O Teu Nome é Mulher" destaca-se no cenário contemporâneo por sua capacidade de fundir o lirismo clássico com uma estética imagética de forte apelo visual. A obra constrói a identidade feminina não através de definições estáticas, mas sim pelo movimento perpétuo do sonhar.
  • O Arquetípico e o Histórico: Ao evocar figuras que vão do misticismo à história real — como Monalisa, Cleópatra, Maria Bonita, as heroínas bíblicas (Rute, Raquel, Ester, Sarah) e entidades mitológicas (Sereia, Eva, a Gueixa) —, o poeta traça uma linha do tempo universal. A mulher não é uma só; ela é todas. Há um diálogo direto com a tradição literária de Luís de Camões em seus sonetos de idealização da amada, e com o romantismo de Castro Alves, pela grandiosidade de suas metáforas geográficas ("deserto da alma", "infinito da imaginação").
  • O Ritmo e a Dualidade: O texto caminha sob uma cadência que imita o próprio bailado citado nos versos (a valsa e o tango). Existe uma dualidade harmônica muito bela entre a força (a "leoa", a "lutadora invencível") e a vulnerabilidade (a "menina", a busca pelo "abrigo sagrado"). Essa transição de tons assemelha-se à poesia de Florbela Espanca, que tão bem retratou o orgulho e as dores de ser mulher.
  • A Conclusão Romântica: Enquanto poetas do modernismo costumam desconstruir o amor romântico, "O Teu Nome é Mulher" faz um resgate nobre da tradição romântica. O desfecho funciona como um afunilamento: depois de reinar sobre o mundo, a arte e a história, a essência feminina encontra o seu topo no desejo mais puro e simples: o de ser plenamente compreendida e amada na calmaria de um amor verdadeiro. Uma obra rica, fluida e essencialmente humana.

O QUE EU FAZIA EM PARIS? Poeta Raymundo Cortizo Perez, (T.H.D.)


O QUE EU FAZIA EM PARIS?

Poeta Raymundo Cortizo Perez, (T.H.D.)


PREFÁCIO À AUSÊNCIA

Paris não é apenas uma coordenada geográfica; é o laboratório onde a memória destila o isolamento. Sob as luzes vulgares do Moulin Rouge e o eco dos boulevards, a erudição se curva diante da carne e o intelecto naufraga na falta. O que se segue não é um diário de viagens, mas a autópsia de um sentimento gravado no asfalto francês, onde o mestre se faz aprendiz da própria dor.
O QUE EU FAZIA EM PARIS?
Vivia pensando em te escrever poemas — e não conseguia.
Te via em pensamentos. Me masturbava.
Bebia. Me perdia com as putas no Moulin Rouge.
Putas decadentes (embora lindas).
Boêmios igualmente decadentes (embora elegantes).
Enviei cartões postais transbordando falsa felicidade...
Paris é só uma rose rouge pop.
Lá eu sangrava por ti, sem versos, sem nada!
Entendi: a saudade não mata, mas paralisa.
Poeta e poema? Moedas do mesmo verso.
O poeta morre de uma dor que aguarda.
Mas a dor é a própria espera. A dor nunca chega.¹
Jamais esquecerei Paris:
Era lá que eu sufocava na tua ausência,
Lá que eu me agarrava às tuas cinzas.
Nota Crítica do Autor:
¹ O paradoxo temporal estabelecido no verso “a tal dor, é a espera. A dor não chega” desarticula a cronologia linear tradicional para inaugurar uma dimensão ontológica do sofrimento. Aqui, a dor deixa de ser um evento futuro (o golpe do fim) e passa a ser o próprio estado de suspensão. O eu lírico experimenta o tempo não como sucessão de instantes, mas como dilatação do vazio; o sofrimento não reside no objeto temido, mas na imobilidade da própria expectativa. Em termos filosóficos, essa dinâmica dialoga de perto com o conceito de Spleen de Baudelaire e a angústia existencial heideggeriana, onde o tempo não passa — ele pesa. O não-acontecimento torna-se, portanto, a mais violenta das realidade.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

AMOR NÃO CORRESPONDIDO Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)

AMOR NÃO CORRESPONDIDO
Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
“The cold—the changed—the dead—too many see
The land of memory a desert land.”

— Lord Byron, Childe Harold’s Pilgrimage
Introdução
O poema a seguir evoca a essência do Romantismo Ultra-Romântico, fortemente inspirado pela estética e pelo temperamento de Lord Byron. Na tradição do "herói byroniano", o amor não correspondido deixa de ser uma mera lamentação passiva para se tornar um tormento grandioso, quase sagrado.
Aqui, a dor da rejeição é vivida com uma intensidade teatral e melancólica: o eu lírico isola-se em seu próprio sofrimento, transformando a indiferença da amada em um exílio voluntário. Há uma dualidade constante entre o orgulho ferido e a submissão total à beleza que o escraviza. As metáforas de ruínas, escuridão e inverno moldam o cenário de uma alma que prefere arder em uma febre sombria a aceitar a mediocridade de um sentimento comum.
À sombra do teu ser eu permaneci silente,
como um templo abandonado por deuses antigos,
onde a chama do altar se consome no próprio vazio.
Guardei meu amor nas profundezas de uma noite sem fim,
um segredo pesado, como o mármore sobre os mortos,
enquanto os teus olhos buscavam outras auroras.
Eu vi o teu sorriso iluminar mundos que não eram meus,
e ouvi a tua voz, melodia divina e distante,
chamar por nomes que faziam sangrar o meu orgulho.
Não há fúria em minha dor, apenas o inverno da alma;
um desterro voluntário na terra da tua indiferença,
onde sou o único habitante de uma ruína que outrora sonhou.
Quisera eu odiar a tua graça, maldizer a tua luz,
encontrar o bálsamo do desprezo para esta febre escura.
Mas até na tua ausência há uma beleza que me escraviza,
um magnetismo sombrio que me arrasta de volta ao abismo.
Tu segues o teu caminho, livre, intocada e soberana,
enquanto eu trago no peito o eco eterno de um "nunca".


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

O MEU CORAÇÃO PULSA NO TEU Poeta Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)


O MEU CORAÇÃO PULSA NO TEU

Poeta Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)

INTRODUÇÃO

Na acepção romântica, o amor não é apenas um sentimento, mas uma força cósmica e a única verdade capaz de unificar o sujeito ao absoluto. Filosoficamente, a obra explora a dissolução das fronteiras entre o "Eu" e o "Outro": não há mais separação espacial ou existencial. O ato de "carregar o outro" torna-se a própria condição de estar vivo no mundo. Mantendo o tom íntimo, lírico e verdadeiro, os versos dispensam os excessos formais para focar na pureza da devoção e na imensidão do que é invisível aos olhos, mas real ao espírito.


MEU CORAÇÃO PULSA NO TEU,
quando o teu pulsa, pulsa o meu
Carrego teu pulsar em meu compasso,
não há caminho onde eu caminhe só.
Se passo a sós, é teu o meu espaço
No laço eterno que desfaz o nó.
Não temo o mundo ou o destino escuro,
Pois minha pátria reside em teu olhar.
Tu és o meu presente mais seguro,
O horizonte que me faz voltar.
É este o segredo que a terra esconde,
A raiz de toda árvore e de todo ser:
A alma sabe exatamente onde
O infinito começa a florescer.
Guardo teu coração no meu guardado,
Profundo e vivo, sem temer o fim.
Eu sou porque tu és o meu sagrado;
Tu vives, desde sempre, dentro de mim.

Introdução à Fusão Sagrada. 
A ideia romântica de que duas almas separadas na verdade pertencem a uma mesma unidade cósmica encontra base teológica no princípio bíblico da Aliança.
Ao introduzir as passagens das Escrituras, o ato de carregar o coração do outro deixa de ser apenas uma metáfora romântica e passa a ser visto como um mandamento espiritual. O amor aqui descrito é aquele que transcende o tempo, que não conhece o medo e que encontra no outro o reflexo do próprio Criador.
O Selo Sagrado do Ser
Põe-me como selo em teu coração,
O meu abraço teu próprio braço.
Carrego teu pulsar na minha oração,
Unindo nossa vida no mesmo traço.
Já não somos dois, mas um só caminho,
Pois o que Deus uniu ninguém separará.
Onde quer que eu vá, não estarei sozinho,
Tua luz em meu peito sempre habitará.
É este o segredo que a vida comporta,
A verdade eterna que o mundo não vê:
O amor tudo sofre, tudo suporta,
E tudo o que tenho me leva a você.
Guardo teu coração no meu guardado,
Profundo e vivo, sob o olhar do Altar.
O nosso sentimento foi santificado,
Feito infinito para nunca acabar.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

SINFONIA ETERNA Prof. Raymundo Cortizo Perez

 Sinfonia Eterna

https://www.youtube.com/watch?v=akmNALMo0yo&list=PLCl4L_leRvzYsVsEHx9rLeSEQz8ZDbD_r&index=3
SINFONIA ETERNA
Prof. Raymundo Cortizo Perez

INTRDUÇÃO
"Antes que as notas ecoem no tempo, o Maestro Divino já havia escrito a partitura da existência. O amor não é um sentimento passageiro; é a própria essência Daquele que nos formou. Como um acorde perfeito que une a terra ao céu, a Sinfonia Eterna começa no altar do Criador e ressoa por todos os séculos, lembrando-nos de que tudo passará, mas o amor que vem de Deus permanece para sempre."
Nas tramas invisíveis do destino humano,
Onde a matéria chora e o tempo se consome,
Grita o meu peito, em tom sublime e soberano,
O verbo eterno que em teu peito acende o nome.
Não és o bem que a terra prende em seus grilhões,
Nem a ilusão da carne que a poeira encerra;
És a metade luz de minhas provações,
O meu farol de paz no exílio desta Terra.
Deus acendeu em nós a mesma e santa chama,
Nas oficinas da dor, entre o porvir e o além;
Quem no calvário do mundo sofre, espera e ama,
Sabe que a vida encontra a vida em outro alguém.
Através das idades, sob o pó dos séculos,
Caminho ao teu encontro, ó doce e doce abrigo!
Rompendo as cinzas de passados espetáculos,
Para erguer, no bem, o meu altar contigo.
Se a noite do cansaço desce sobre a estrada,
E a solidão me fustiga o coração ferido,
Olho o infinito e vejo a tua alma espelhada
No firmamento em que o amor faz-se compreendido.
Somos duas correntes que se buscam no mar,
Duas estrelas que o Senhor uniu no espaço;
Até que o próprio tempo venha nos consagrar,
Na apoteose da luz, num infinito abraço!

📖 Sinfonia Eterna (Versão Ampliada)
Com  referências bíblicas de aliança e eternidade
Antes que o mundo em sua forma existisse,
E o primeiro fôlego de vida se fizesse,
O Grande Maestro uma promessa escreveu,
Um laço eterno que jamais se esquece.
Não é o amor que o mundo tanto prega,
Que muda com o vento ou com a estação;
É o amor de 1 Coríntios Treze,
Que traz a cura e a restauração.
Ele é sofredor, é benigno e puro,
Não busca seus interesses, não guarda o mal;
Suporta as crises, crê no futuro,
É fortaleza em meio ao temporal.
É como os versos de Cantares de Salomão,
Onde as muitas águas não podem afogar;
Como diz o profeta em Jeremias Trinta e Três,
Com amor eterno Deus nos quis amar.
Com benignidade Ele nos atraiu,
E em Efésios Cinco nos deixou a instrução:
O amor do lar reflete o amor de Cristo,
Que deu Sua vida por nossa salvação.
Se há profecias, elas desaparecerão,
E as línguas humanas um dia vão cessar;
Até a ciência terá o seu fim,
Mas o Cordão de Três Dobras de Eclesiastes Quatro
Não se quebra facilmente, vai sempre durar.
Como um selo gravado no braço e no coração,
Mais forte que a morte é esse clamor;
O que Deus uniu sob a Sua unção
Resiste ao tempo, no mais puro louvor.
Quando a última nota da Terra calar,
E a eternidade em glória se abrir,
O amor ainda estará no mesmo lugar,
Pois de Deus ele veio, e nunca vai sumir.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

CHOCOLATE DO AMOR Poeta Raymundo Cortizo Perez,(Th.D.) INTRODUÇÃO

 O CHOCOLATE DO AMOR

CHOCOLATE DO AMOR
Poeta Raymundo Cortizo Perez,(Th.D.)
INTRODUÇÃO
A presente obra lírica descortina o encontro sagrado entre o homem e a mulher, onde a matéria se desfaz para dar lugar à transcendência do sentimento. Através da sutil metáfora do chocolate — que deixa de ser um mero deleite do paladar para se converter na própria substância da palavra dita pelo coração —, o poema celebra a entrega, o reconhecimento e a beleza eterna do amor que se cumpre no olhar.

 EPIGRAFE

"O amor não se move nas superfícies do mundo; ele habita a profundidade oculta onde as almas se tocam em silêncio."

 

O chocolate que te dei em tuas mãos
não era doce feito para o paladar;
eram palavras de amor em pulsações
que o meu coração queria te dizer.
Olhei a tua pele alva, de cetim,
onde o sol da tarde quis se demorar,
e ali decifrei o que guardavas em mim:
um límpido brilho de luz no olhar.
O mistério que cruzou o nosso mar
veio daquela banca rosa de Stambul,
mas o maior segredo foi te encontrar
sob a promessa deste céu azul.
O homem e a mulher em sintonia,
sentindo a alma que se entrega e clama,
pois o chocolate que as tuas mãos colheram
foram os versos de quem muito te ama.