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domingo, 12 de julho de 2020

RECADOS PARA A VIDA - I

RECADOS PARA A VIDA - I
Raymundo Cortizo Perez

O que espalhas no vento,
o vento traz de volta.

 Preste muita atenção,
uma atenção especial,
antes de emitir a tua opinião,
seja indagando ou respondendo,
ou fazendo juízo de valores:
As tuas palavras geram vínculos no espírito,
pois que, a vida te julgará
com a mesma medida que mediu,
e com o mesmo peso que pesou.
Não te esqueça que,
a tua palavra pode te libertar ou te condenar;
depende somente de ti, do teu bom-senso.
Esta é a Lei. A vida é assim.

 Seja sempre solícito, solidário,
e equilibrado em teus pensamentos,
em tuas emoções, e espiritualmente.
Tenha como principio a ponderação
e cultive a bondade, a caridade, o respeito;
se assim semear, colherá bons frutos;
nos domínios do amor,
é bom não esquecer que,
se hoje te pedem,
amanhã terás de volta
a recompensa do bem praticado,
ou terás de pedir, e muito provavelmente
de maneira humilhante,
o bem que deixou de fazer.
Esta é a Lei. Assim é a vida.

Ah, o tempo...
Só ele tem a sabedoria
quem é de fato,
o que de fato é. 
Esta é a Lei. Assim é a vida.

 Não aponte o erro alheio como se fosse imperdoável,
possivelmente sejas ainda mais culpado,
porque para saber tanto do erro apontado,
no mínimo, compartilha da mesma experiência,
ou já compartilhou;
é mais fácil e mais proveitoso ajudar que criticar.
Viva e deixe viver contribuindo para o bem de todos,
pois, querendo ou não, fazes parte do contexto geral.

 Não busque a felicidade à custa
da dor e do sofrimento do teu irmão em humanidade;
pois que, o teu desiquilíbrio mental,
emocional e espiritual,
será corrigido sob as duras penas
das Leis da vida que são divinas.

 Não medi nada,
apenas fui, fui...
Hoje, arrependido
peço perdão à vida.

Não prepare
cilada no caminho de que diz
que te ama;
Certamente, quem prepara é o que cai primeiro.
https://www.luso-poemas.net/modules/news/author_rss.php?uid=22597

quinta-feira, 25 de junho de 2020

VERSOS PARA ANA - (a história de um amor)

Não posso dizer em inglês
que te amo,
essa é a única coisa preciosa que possuo.
Não quero estar em Harvard falando em inglês
com aquela loira nojenta,
falar em inglês that the smell of it
hurts my nose
(que o aroma dela fere o meu olfato).
Quero estar bem pertinho de ti,
sentindo a carícia suave de sua mão
que acaricia o meu rosto, a barba...
enquanto a outra mão suavemente me acaricia
o pênis. Afora isso, 
é uma má digestão tanto do leite quanto do pão,
portanto, prefiro os teus seios.

...........

Este poema não é mais que mais um poema
desabafando amor,
penso em ti e adejo pelo infinito:
na solidão tu estás comigo,
e se penso em teu rosto
não tenho medo da tempestade;
e se o teu sorriso me vem na mente,
me pego sorrindo também;
tudo o que penso, que falo, que vejo, que sinto:
Tudo és tu, só tu.
E se tiver que viver longe de ti,
dispenso o sol de cada dia,
quero morrer amando,
Eternamente, te amo. Eternamente.

...........

Lendo um livro,
nele estás,
numa canção que ouço,
também estás,
nas minhas refeições
estás comigo,
onde quer que eu vá,
tua imagem me acompanha.
Sempre presente em mim:
embora vivamos
em dimensões diferentes,
eu habito em ti, e tu em mim.

..........


O amor
é uma condição
em que a felicidade
da outra pessoa
é essencial
para a tua própria felicidade.

...........

Por que plantastes em meu peito o teu nome
e a ternura dos teus encantos
como se planta a semente do amor
 em corações férteis e regados?

Por que transbordas em mim o teu negro olhar
como uma luz de vênus cintilando em minha alma
e penetra em meu coração como um punhal impiedoso?

Por que brilha ao sol o teu nome e me arde
como feridas em chamas nas labaredas da paixão
o ardente fogo do amor alado?

Por que insinuas quase nua o teu corpo moreno
e queimado e dourado de sinuosas curvas
transpirando malícias que me devoram?

Por que o teu olhar visita o meu em indagações
que não sei explicar e que no entanto o coração sente?

Por que plantastes o amor em mim?

............

Falou ela pois, se é eterno,
não sei; uma coisa sei,
e é que, 
havendo eu nunca amado,
agora amo.

...........

Tentei que tentei
fazer um verso bem simples,
apenas uma rima colorida,
parra fazer da saudade, uma poesia.
Bem que tentei, não consegui,
os teus olhos me perseguem.

..........


Poesia não é para ser bebida,
nem para ser cozida, 
nem para ser vendida,
é para outonar,
primaverar...
A poesia é para sonhar
o sonho e ser flor.

..........

Queria viver de não só sonhar em versos,
queria ter os teus seios para apalpar,
a tua boca sedenta,
os teus lindos olhos,
ver a tua blusa se abrindo em rimas,
ter os teus beijos sonhadores,
a poesia do teu corpo nu.

..........

Silêncio na cidade,
todo esse povo
é Maracanã lotado.

A moça que passa,
passa cantando Skank:
"o caminho só existe
quando a gente passa"

Um passarinho se perdeu voo,
o muro e nada mais.

...........

Os olhos que olham,
que olham o olhar
dos olhos que não olham.

...........


Viveremos juntos o nosso amor,
ele é para sempre,
e de vez em quando,
pescaremos juntos versos
e poemas.

...........


Assim é o amor,
se não semear não nasce,
se não cuidar não cresce,
não floresce e não dá frutos.
O amor é uma semente.

...........


Há atalhos
para a felicidade
e o teu sorriso é um deles.

...........

Primeiro roubou-me um olhar,
depois um sorriso.
Mas, o coração, não.
O coração eu dei.

...........

No céu de Minas,
há estrelas,
poemas e rimas.
Há morenas,
e uma morena.

............

O amor é o mais generoso
dos sentimentos,
é o único que inclui em seus sonhos,
a felicidade de outra pessoa.

...........


E, embora fôssemos a mesma luz matutina,
também de vez em quando
éramos versos da mesma poesia.
Eu via nela todos os encantos,
tinha defeitos, e qualidades incomparáveis.
Ainda ouço a doçura de sua voz suave
chamando por mim.
Não era eclética e tínhamos o mesmo gosto,
cabeça igual.
Conversávamos tanto e todos os dias,
no final do dia,
um esperava pelo o outro.
Daí minha alma sentia necessidade inseparável dela.
Para cada um a vida deu um rumo,
mas o caminho e o porto nos ajustou no destino.
E nessas voltas que a vida dá
a vida fez de nós
o grande amor que fomos
sem saber que o que tínhamos vivido era amor.
Somos o que éramos e seremos.
.....

quarta-feira, 24 de junho de 2020

DIÁRIO DE UM POETA - 2

DIÁRIO DE UM POETA - 2
Raymundo Cortizo Perez
Música:

O máximo de conteúdo, o mínimo de palavras.

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Na excelsa esperança do porvir,
deixemos de lado as paixões inferiores:
nascemos para evoluir.

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Ao ser ofendido,
a reação é ofender, isso não resolve.
O que soluciona o ofensa,
é o perdão acompanhado do silêncio e do esquecimento.

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A sensualidade feminina é a beleza multiplicada.

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O passado pode doer, mas é com ele que tens a aprender.

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Quando há o mais que necessário,
o mais que necessário
se torna desnecessário.

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Deus mora no coração das mães.

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O maior erro,
depois do erro,
é não assumir o erro.

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Lágrimas não são palavras.

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O beijo é um idioma universal que pelo qual, dizemos
e ouvimos a palavras amor.

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Segredei em seus lábios um beijos, mas o coração descobriu.

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São coisas tão belas, tão lindas, que o meu coração amou de olhos fechados.

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A mulher é a luz da alma do homem.

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O fruto nunca vem antes da flor.

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As pessoas más, também são amadas,
mas não sabem amar.

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A vida quanto mais vazia é, mais pesada fica.

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O amor é a toada da vida - é uma música que ora se ouve,
ora se canta.

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A mulher não nasce: Ela desabrocha,
floresce, perfume e encanta.

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O caminho para o amor? O amor é o caminho.

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Três palavras mágicas e encantadas: Eu te amo.

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Ame, incessantemente; outra vez digo, ame incessantemente.

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O que a mim desejas, a ti desejo setenta vezes sete vezes.

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Eu gosto é do gosto do cheio do seu cio.

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Para onde o coração se inclina, os pés caminham.

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O amor é um idioma que o cego pode ver e o surdo ouvir.

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Quem se arrepende começa a aprender.

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Fé é, se não tem por onde passar, Deus abre o mar.

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O amor é a escolha do coração.

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O mundo muda com o exemplo, não com a opinião.

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A vaidade desconhece a virtude.

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a pedagogia do amor é amar.

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29

segunda-feira, 15 de junho de 2020

VERSOS PARA ANA (a história de um amor)

ANA
(a história de um amor)
Música:

 Te amo tanto, tanto de amo que os meus versos
são um rio:
O rio é um barco navegando serenamente;
No barco, nós dois.
O poema é o sol brilhando sobre o rio,
brilhando sobre o barco,
brilhando sobre nós.
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 Grito por teu nome, 
estou em um barco,
o mar está sereno,
sereno o barco corta as águas,
O barco é este verso
e o poema que quero escrever-te
é o mar,
o mar é os teus olhos negros...
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 Não me faltou o pão de cada dia,
nem os dias,
o sol brilhou...
Mas, faltou o teu sorriso,
faltou os teus olhos negros,
então me faltou tudo.
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 Um peso o dia inteiro,
no descampado uma chuva fina e densa.
As palavras secam,
o poema não pede para nascer,
os versos murcham inertes.
A saudade é uma espécie de ruindade.
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 Os teus olhos negros
são canções de amar,
são dois beija-flores
o teu belo olhar.

Olhos negros
 que amo olhar, voar...
São flores,
tão profundos,
são poemas,
noites sem luares;
o teu olhar fulgura
brilhando o meu amor.
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 Eu queria apenas ver as fotos em que Ana está linda.
nunca mais ver Ana como o destino quis,
nunca mais ver o sonho que os sonhos arrancaram de Ana.
A dor que a vida buscava dentro de Ana, nunca mais...
Não suporto as fotos em que Ana
desaparece sob as dores em que a dor a transformou.
Não suporto as fotos, as dores,  a vida com os seus socos
impressos em Ana.
Nunca mais quero ver as marcas
que a vida deixou de trás dos cílios de Ana.
Nunca mais quero ver o que a dor fez para ver a si própria em Ana,
para não se ver em Ana.
Nunca mais quero ver a dor que a dor achou
sob os cabelos de Ana,
o corpo que a dor espancou na dor de Ana,
o monstro que paira na vida.
Nunca mais. Nunca mais. Nunca mais.
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No outono da vida,
numa primavera tardia,
suas palavras enraizadas chegaram a mim.
Palavras doces e ternas como o tempo.
Palavras nuas e fincadas,
belas como a palma da mão,
palavras brilhantes como o fulgor do sol.

Suas palavras vieram a mim, do seu coração
e da sua alma,
as suas palavra eram,
o que eras:
Mulher, mãe, a amada...
Eram esperança rutilantes 
em meio de incertezas e dúvidas;
eram perspectivas, vida, luta coragem...
Suas palavras, sobretudo, eram humanas,
profundamente humanas,
eram da alma e do coração:
Do coração da alma.
Da alma do coração.
As suas palavras continuam vivas.
As suas palavras continuarão vivas.
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 Devo enfeitar uma metáfora recriando uma flor?
Mara a síntese poética do sol  brilhante?
Tenho compaixão das palavras:
O soluço poder limpar o desespero de uma lágrima?
Devo mata-lo meu pensamento e trancá-lo em um túmulo?
Que devo fazer com as palavras?
Entender a libido delas, saber quais as amantes das consoantes,
os cios das vogais?
Preciso ou não preciso de rasgar o papel,
colocar fogo nas óperas linguísticas de poemas, exterminado...
Quanto a minha parte, não o farei.
Que façam os outros.
Saber fazer, é melhor que saber falar:
A poesia é uma pintura escrita,
é a descrição da alma.
Não, o poeta não faz passar para a poesia aquilo que quer.
Não é questão de vontade, nem de boa vontade.
O poeta não é senhor de si próprio.
Fazer poema para ti, se tu és o poema, Ana?
Escrever para ti, ou descrever-te?
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 Não me proíba, destino:
estou indo visitar uma mulher.
Conheço uma com o rosto belo,
sorriso inebriante,
seus olhos negros lindos fulguram
a minha vida,
o resto é nada:
Vou-me e fico. Fico em sua alma.
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É inútil esperar:
O papel que rasgamos não rasgam as palavras que nos rasgaram.
Não há sossego:
Há abismos nas palavras, não há mais retorno, não há retorno em nós.
Há um cansaço entre outros papéis manchados,
o que dizem,
dizem sozinhos o que não quero dizer.
É inútil esperar:
A saudade não te trás de volta,
mas te encontrará lá na frente.
A lei é assim, assim é a lei.
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